A apnéia obstrutiva do sono (AOS) é considerada uma doença crônica, progressiva e incapacitante, que está associada ao cansaço excessivo, irritabilidade, cefaléia matinal, diminuição da libido, depressão, dificuldade para tarefas intelectuais e déficits de memória e de atenção. Passa a ser considerada uma síndrome (SAOS) quando associada a sonolência excessiva diurna, doença cardiovascular e ronco.
Essa síndrome faz com que o sono seja fragmentado, ocorrendo episódios repetitivos de oclusão das vias aéreas superiores, interrompendo o fluxo aéreo por mais de 10 segundos a cada oclusão.
Alguns estudos demonstram uma prevalência maior em homens e consideram a obesidade como um fator de risco importante. Os sintomas, principalmente o ronco, tendem a aumentar com a idade, podendo modificar o comportamento e atrapalhar a convivência dos indivíduos com seus parceiros.
O profissional de nutrição atua orientando corretamente quais são os melhores alimentos a serem ingeridos e aqueles alimentos que devem ser evitados, prescrevendo um plano alimentar individual específico. Uma alimentação bem direcionada irá promover a perda de peso, evitando o agravamento dos sintomas e a manutenção do bom funcionamento do organismo.
Além da perda de peso, atualmente, as principais formas de tratamento são: placa de avanço, cirurgia e uso aparelho de pressão aérea positiva (CPAP). Mas, estudos recentes mostram melhora significativa da SAOS através de exercícios fonoaudiológicos que proporcionam força e mobilidade adequada de estruturas que se encontram alteradas, além de adequação das funções de mastigação, deglutição, sucção e respiração.
O acompanhamento semanal e a combinação dos exercícios trazem benefícios ao sono, pois proporcionam diminuição do colapso das estruturas e aumento do diâmetro das vias aéreas, possibilitando melhor passagem do ar durante o sono, com redução considerável da intensidade e freqüência do ronco.