Com o crescente envelhecimento da população brasileira, as quedas se tornam cada vez mais um evento comum e limitante sendo considerada um marcador potencial do início de um importante declínio da função e da saúde do idoso.
A queda pode ser definida como um deslocamento não-intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial com incapacidade de correção em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais comprometendo a estabilidade.
Estima-se que após 65 anos, 30% das pessoas sofram uma queda e após 80 anos essa porcentagem sobe para 50%.
As causas de uma queda podem ser de natureza intrínseca (relacionadas com o individuo) ou extrínseca (relacionada com o ambiente). Os fatores intrínsecos incluem alterações fisiológicas relacionadas com o envelhecimento (diminuição da visão, da audição, distúrbios vestibulares, distúrbios músculo-esqueléticos, sedentarismo ou deformidades nos pés), doenças específicas e medicamentos; já os fatores extrínsecos incluem superfícies escorregadias, iluminação inadequada, escadas com degraus altos e estreitos, falta de corrimão em escadas e banheiros, tapetes soltos e dobrados, fios soltos, moveis baixos e/ou prateleiras altas, roupas compridas, calçados inadequados e vias públicas mau conservadas.
As quedas trazem conseqüências com vários graus de gravidade, desde leves escoriações até complicações mais graves.
Como prevenção, a fisioterapia pode ajudar melhorando o equilíbrio, a marcha, aumentando a força da musculatura dos membros inferiores, melhorando a amplitude articular, aumentando a flexibilidade e orientando os idosos quanto aos fatores de risco e suas conseqüências. Devemos também trabalhar com equipe multidisciplinar composta por médicos avaliam os idosos quanto às patologias e os medicamentos, por psicólogos que trabalham os sentimentos de vulnerabilidade, ameaça e culpa que os idosos começam a assumir e com terapeutas ocupacionais para promover condições seguras domiciliares.
Em nosso site, na seção Matérias, há um artigo muito interessante publicado no site da revista Época sobre esse assunto!
O melhor é a prevenção!!
Texto escrito por Luciana Salomão - Fisioterapeuta Tônus